Ao longo dos tempos o Homem transforma e interage com a paisagem deixando marcas que o identificam, o determinam e que constituem o seu legado para as gerações seguintes. O Baixo Alentejo é palco privilegiado destas demonstrações, o que lhe confere fortes laços identitários, presentes em todas as formas que relacionam as comunidades com o território.
Produzida pelos Museus aderentes da Rede de Museus do Distrito de Beja, o Museu Regional de Beja e os Museus Municipais de Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira e comissariada por Rui Mateus, a Exposição “Marcas do Território – Testemunhos do Património do Baixo Alentejo”, tem como finalidade dar a conhecer o Património de cada município através dos seus Museus e dos seus acervos que, pela sua diversidade e importância, ilustram bem a evolução dos povos que aqui habitaram e a sua relação com o meio ao longo dos tempos.
As unidades museológicas que integram a RMDB constituem um importante instrumento de investigação e de comunicação com as populações e com aqueles que visitam esta região, dando um contributo inequívoco para o seu desenvolvimento.
A presente exposição, que será inaugurada no próximo dia 21 de Março, às 18 horas no Polo Expositivo do Museu Regional de Beja, sito na Rua dos Infantes, será uma pequena montra do que os Museus da Rede têm para oferecer.
segunda-feira, 4 de março de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Exposição: “Ciclo do Pão”
No âmbito do Projeto Educativo do Museu Municipal de Aljustrel, e incluído no tema “Do Grão ao Pão”, decorreu, entre os dias 14 de Janeiro e 5 de Fevereiro de 2013, nas bibliotecas escolares do concelho, um teatro de fantoches baseado no conto de Cristina Quental e Mariana Magalhães, intitulado “O Ciclo do Pão”.
Esta atividade, destinada aos públicos do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, culmina agora com a abertura, ao público em geral, da exposição temporária “O Ciclo do Pão” que irá decorrer no Museu Municipal entre os dias 26 de Fevereiro e 17 de Março.
Temos, assim, o prazer de convidar o público, a visitar esta pequena mostra sobre o processo tradicional de confeção do pão, desde a sementeira, até à moagem do trigo e transformação da farinha, ingrediente essencial no fabrico do mesmo e base da nossa alimentação.
Esta atividade, destinada aos públicos do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, culmina agora com a abertura, ao público em geral, da exposição temporária “O Ciclo do Pão” que irá decorrer no Museu Municipal entre os dias 26 de Fevereiro e 17 de Março.
Temos, assim, o prazer de convidar o público, a visitar esta pequena mostra sobre o processo tradicional de confeção do pão, desde a sementeira, até à moagem do trigo e transformação da farinha, ingrediente essencial no fabrico do mesmo e base da nossa alimentação.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Concurso de Fotografia sobre Património do Concelho de Aljustrel
Irá decorrer de Janeiro a Abril de 2013, um concurso de fotografia digital, com o tema “Património da minha Terra”. Com o objetivo de aliar a fotografia à descoberta e valorização do património cultural, pretende-se com esta atividade que os munícipes do concelho de Aljustrel tenham oportunidade de registar em fotografia, alguns exemplos do seu património material, natural ou imaterial. Exemplos esses que, em concurso, serão avaliados e selecionados, culminando na escolha em 18 de Maio de um trabalho vencedor, em cada uma das 3 categorias propostas.
Como resultado da envolvência das comunidades, alguns dos trabalhos a concurso serão seleccionados e expostos no museu, durante a “Semana do Museu” que irá decorrer em Maio.
Norma do concurso:
1) O concurso está aberto a todos os naturais do concelho de Aljustrel, ou residentes em Aljustrel.
2) São criadas três categorias a concurso: Património Material; Património Imaterial; Património Natural.
3) As fotos admitidas a concurso serão obrigatoriamente em formato digital com uma resolução mínima de 300dpi.
4) As fotos deverão ser enviadas para museu@mun-aljustrel.pt a partir de 01.01.2013 até 2013.04.18, com indicação de:
- Título da foto;
- Categoria a que concorre;
- Identificação/localização do monumento ou registo;
- Nome completo do autor, telefone e e-mail de contacto.
5) Cada concorrente só pode apresentar duas imagens em cada uma das categorias.
6) No último dia de cada mês (Janeiro, Fevereiro, Março e Abril) as fotos serão colocadas no Facebook do Museu, podendo ser votadas pelo público através da opção “Gostar”. Os votos assim obtidos corresponderão a 50% da votação final. Os restantes 50% correspondem à votação do Júri.
7) O júri será composto por três membros a designar pelo Museu Municipal.
8) Da decisão do júri não há apelo.
Os concorrentes ao participarem aceitam, implicitamente, ceder os seus direitos de autor, bem como quaisquer outros direitos eventualmente existentes para o Município de Aljustrel, podendo o Município de Aljustrel utilizá-las como lhe aprouver, sem que lhes possa ser exigida qualquer contrapartida a titulo de remuneração, compensação ou outro, embora fazendo sempre referência aos seus autores quando da publicação dos trabalhos.
Como resultado da envolvência das comunidades, alguns dos trabalhos a concurso serão seleccionados e expostos no museu, durante a “Semana do Museu” que irá decorrer em Maio.
Norma do concurso:
1) O concurso está aberto a todos os naturais do concelho de Aljustrel, ou residentes em Aljustrel.
2) São criadas três categorias a concurso: Património Material; Património Imaterial; Património Natural.
3) As fotos admitidas a concurso serão obrigatoriamente em formato digital com uma resolução mínima de 300dpi.
4) As fotos deverão ser enviadas para museu@mun-aljustrel.pt a partir de 01.01.2013 até 2013.04.18, com indicação de:
- Título da foto;
- Categoria a que concorre;
- Identificação/localização do monumento ou registo;
- Nome completo do autor, telefone e e-mail de contacto.
5) Cada concorrente só pode apresentar duas imagens em cada uma das categorias.
6) No último dia de cada mês (Janeiro, Fevereiro, Março e Abril) as fotos serão colocadas no Facebook do Museu, podendo ser votadas pelo público através da opção “Gostar”. Os votos assim obtidos corresponderão a 50% da votação final. Os restantes 50% correspondem à votação do Júri.
7) O júri será composto por três membros a designar pelo Museu Municipal.
8) Da decisão do júri não há apelo.
Os concorrentes ao participarem aceitam, implicitamente, ceder os seus direitos de autor, bem como quaisquer outros direitos eventualmente existentes para o Município de Aljustrel, podendo o Município de Aljustrel utilizá-las como lhe aprouver, sem que lhes possa ser exigida qualquer contrapartida a titulo de remuneração, compensação ou outro, embora fazendo sempre referência aos seus autores quando da publicação dos trabalhos.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Lançado novo livro sobre Aljustrel
Acaba de ser publicado pelas Ediciones Consulcom, de Espanha, o livro "In Abditas Terras", com texto em português que, ao longo das suas 412 páginas, descreve a investigação dos primeiros 3 anos de actividade do Projecto Vipasca, nomeadamente de 2006 a 2008.
Esta investigação vem trazer dados novos sobre a História de Aljustrel nos seus períodos mais recuados e confirmar com dados arqueológicos algumas hipóteses que careciam de ser comprovadas.
O livro custa 30,00 euros e pode ser encomendado a jmartinez@consulcom.es .
terça-feira, 16 de outubro de 2012
O Projecto Vipasca
| Oficina metalúrgica de Feitais |
| Entrada de poço romano |
Os trabalhos tiveram início em 2006, tendo já tido lugar 6 campanhas de escavação nos sítios arqueológicos de: Casa do Procurador (Romano), Oficina metalúrgica de Feitais (Romano), Mangancha (Bronze Final e Romano) e Castelo de Aljustrel (Calcolítico e Medieval).
Para além das intervenções arqueológicas, têm sido realizadas análises metalográficas a fragmentos de escórias romanas, recolhidas em diversos locais da área mineira, no sentido de avaliarmos o tipo de minério, ou minérios, explorado em Aljustrel no período romano.
Estes seis anos de investigação permitiram um substancial aumento dos conhecimentos existentes sobre a ocupação humana no território que hoje é Aljustrel.
Assim, foi possível comprovar a existência de metalurgia do cobre no Castelo de Aljustrel; o início do assentamento romano na Mangancha em finais da República; o alargamento substancial da área de ocupação do povoado de Vipasca com a descoberta dos sítios de Algares 2 e 3; a continuação do desenho da planta da Oficina Metalúrgica de Feitais (ainda incompleta), considerada a maior até agora escavada na Europa; confirmar que o minério aqui explorado era exclusivamente cobre o que, em face do cálculo de escoriais aqui existentes no séc. XIX (3.500 Mt), aponta para que Vipasca fosse uma das maiores minas de cobre do Império; definir um importante pano da muralha de taipa Almóada no Castelo de Aljustrel, bem como, detectar alterações urbanísticas no seu interior, ocorridas ainda durante a ocupação muçulmana.
| Mangancha |
Estas investigações deram origem a inúmeros artigos publicados em revistas nacionais e internacionais, tendo ainda sido apresentadas diversas comunicações em Colóquios nacionais e internacionais. Será publicado muito brevemente, através de uma editora espanhola, um livro que condensa os resultados dos primeiros 3 anos de investigações.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Projecto "Do grão ao Pão"
Demos hoje início às actividades do Projecto Educativo para o ano lectivo 2012/13, em parceria com as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Aljustrel. A primeira actividade teve lugar junto ao Moinho do Maralhas, com a sementeira do trigo em terrenos adjacentes e posterior visita ao interior do Moinho. Participaram na actividade de hoje, crianças do Jardim de Infância dos Eucaliptos, a que se seguirão alunos das Escolas de Montes Velhos e de Aljustrel (Avenida e Eucaliptos).
Esta actividade será complementada com outras intervenções no terreno ao longo do ano lectivo, que levarão as crianças a participar na monda, ceifa, moagem do grão e execução de pão artesanal, de forma a que possam perceber os diversos trabalhos envolvidos no fabrico do pão.
Esta actividade será complementada com outras intervenções no terreno ao longo do ano lectivo, que levarão as crianças a participar na monda, ceifa, moagem do grão e execução de pão artesanal, de forma a que possam perceber os diversos trabalhos envolvidos no fabrico do pão.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Exemplo a seguir
Na Dinamarca, três cidadãos, devidamente identificados, que se dedicam nos tempos livres à detecção de metais, descobriram próximo da cidade de Roskilde um importante tesouro viking, com cerca de 1500 objectos.
Em vez de esconderem o facto e procederem à venda do espólio em proveito próprio, alertaram o Museu local da sua existência, para que procedessem à sua recolha.
Isto demonstra um alto sentido de cidadania e respeito pelo Património, que a todos nos pertence, pelo que, foram elogiados pelo Director do Museu de Roskilde:
“Agiram correctamente declarando o achado ao Museu e permitindo a sua escavação. Muitos dos recentes achados mais importantes aconteceram graças aos aficionados do detetorismo, por isso estamos agradecidos pela sua colaboração”.
Esta atitude é um exemplo para todos aqueles que, quotidianamente, saqueiam o nosso território em busca de tesouros que depois são desmembrados e vendidos, sem que se saiba a sua proveniência, penalizando assim fortemente, em proveito próprio, o Património que é de todos.
Em vez de esconderem o facto e procederem à venda do espólio em proveito próprio, alertaram o Museu local da sua existência, para que procedessem à sua recolha.
Isto demonstra um alto sentido de cidadania e respeito pelo Património, que a todos nos pertence, pelo que, foram elogiados pelo Director do Museu de Roskilde:
“Agiram correctamente declarando o achado ao Museu e permitindo a sua escavação. Muitos dos recentes achados mais importantes aconteceram graças aos aficionados do detetorismo, por isso estamos agradecidos pela sua colaboração”.
Esta atitude é um exemplo para todos aqueles que, quotidianamente, saqueiam o nosso território em busca de tesouros que depois são desmembrados e vendidos, sem que se saiba a sua proveniência, penalizando assim fortemente, em proveito próprio, o Património que é de todos.
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